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O Presidente da Direção da Mutualista Covilhanense, Nelson Silva, desafiou a Fundação La Caixa a “criar programas que deem respostas a problemas específicos das regiões do interior do país” para reforçar a atuação do Terceiro Setor e incentivar a criação de projetos de âmbito regional em rede em áreas como as demências, os cuidados continuados e paliativos ou o apoio à Infância, no passado dia 4 de junho, durante a visita à Associação do seu Curador, Artur Santos Silva, onde inaugurou uma Sala Multimedia apoiada pelo Prémio BPI La Caixa Seniores.

Numa cerimónia em que estiveram presentes representantes de diversas instituições sociais da Covilhã, Fundão, Belmonte e Penamacor – entre as quais as Santas Casas da Misericórdia de Belmonte e do Fundão, o Centro Comunitário das Lameiras (Fundão), o Lar D. Bárbara Tavares da Silva (Penamacor) e a Casa do Menino Jesus (Covilhã), entre outros –, o dirigente considerou que “o caminho do Terceiro Setor tem de ser feito em conjunto e com partilha” a nível regional, defendendo que a Economia Social da Cova da Beira se organize numa Plataforma Supra Concelhia de Intervenção Social.

“Num país a braços com um problema demográfico galopante, com uma população cada vez mais envelhecida, em total desequilíbrio entre o interior e o litoral, novos desafios se colocam ao Terceiro Setor na nossa região”, frisou. Nelson Silva destacou o papel preponderante das entidades da Economia Social na região: “Somos cerca de 165 entidades do Terceiro Setor no distrito de Castelo Branco, aproximadamente 500 na Beira Interior. No distrito de Castelo Branco, estamos em 94% das localidades e, na maioria destas, somos a única resposta social de proximidade”. Presente na cerimónia esteve também o Diretor do Centro Distrital de Segurança Social de Castelo Branco, António Melo Bernardo, e o Presidente do Município da Covilhã, Vítor Pereira, para além de autarcas de juntas de freguesias.

A Fundação La Caixa é a segunda maior da Europa em orçamento, está em Portugal desde fevereiro de 2018 e no seu primeiro ano de atividade em Portugal apoiou projetos num total de 12 milhões de euros, prevendo que a partir de 2022 possam ser 50 milhões.

“Temos algumas equipas, know-how, ideias e projetos, mas faltam-nos muitas vezes a capacitação de recursos humanos e recursos financeiros para os colocarmos no terreno”, explicou o Presidente da Direção da Mutualista Covilhanense, para depois salientar que os programas específicos que gostaria que a Fundação La Caixa criasse para o interior incentivem projetos em rede que “envolvam não só várias entidades da Economia Social, como do Ensino e também empresas” e, ainda, “que possam ter apoio dilatado no tempo, pelo menos a 3 ou 4 anos”. “A Fundação inicia este ano o novo Prémio BPI La Caixa Rural, mas gostaríamos que intensificasse aquela que é a sua obra social no interior do país”, disse ainda.

“Associamo-nos a esses apelos para o setor social no interior”, afirmou, por sua vez, o Presidente da Câmara da Covilhã, Vítor Pereira, reconhecendo “o mérito das instituições, o trabalho que desenvolvem e a forma abnegada com que se entregam às causas”.

Artur Santos Silva manifestou total abertura da Fundação la Caixa para apoiar projetos na região, destacando que para além dos prémios anuais – o BPI La Caixa Seniores, o Capacitar, o Solidário e agora o BPI La Caixa Rural e o BPI La Caixa Infância –, “são proporcionados apoios através do diálogo direto com instituições”. “A Fundação não tem estruturas e serviços próprios para resolver problemas sociais, o que faz são concursos ou por vezes negociações diretas com instituições”, sublinhou. O Curador da Fundação La Caixa Portugal aproveitou a presença das instituições sociais e dos autarcas na cerimónia para falar de novos programas e projetos previstos para Portugal.

No seu discurso, Artur Santos Silva disse que, através da sua obra social, a fundação pretende “combater as desigualdades” e que o desequilíbrio entre o interior e o litoral está entre as preocupações. “Temos uma faixa litoral onde está concentrado 80 por cento da geração de riqueza, 80 por cento da população qualificada, 90% das exportações de bens ou serviços”, lamentou.

Foi a convite da Mutualista Covilhanense que Artur Santos Silva visitou a associação, para inaugurar uma Sala Multimédia integrada num projeto designado de “Jovens e Idosos num Clique”, que envolve a Escola Secundária Quinta das Palmeiras e o laboratório de investigação NetGNA, localizado na Universidade da Beira Interior. Este foi o segundo projeto da associação contemplado com um prémio BPI La Caixa Seniores. O primeiro foi o da Unidade Móvel de Saúde, em 2016, ano em que arrecadou o primeiro lugar.

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