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A Mutualista Covilhanense, a Santa Casa da Misericórdia de Belmonte e a Associação de Solidariedade Social da Freguesia de Silvares assinaram, no dia 2 de dezembro, um protocolo no âmbito da criação da Plataforma Supramunicipal de Intervenção Social, uma estrutura inédita na região, cujo objetivo é a cooperação institucional. A cerimónia decorreu no Pavilhão Gimnodesportivo de Caria, mesmo ao lado do edifício onde a Plataforma pretende localizar a futura unidade residencial de apoio a doentes que sofrem de demências que servirá a região.

“Este protocolo firma um laço inequívoco entre a Covilhã, Belmonte e Fundão”, salientou durante a cerimónia o Presidente da Mutualista Covilhanense, Nelson Silva, congratulando-se com o surgimento desta Plataforma, pouco mais de um ano após ter lançado publicamente o desafio de ser criada uma estrutura desta natureza na Cova da Beira. Constituído o grupo fundador da Plataforma, Nelson Silva manifestou abertura para que outras instituições venham a integrar a nova estrutura: “Temos as portas abertas a todas as instituições sociais e parceiros que, como nós, queiram dar o seu contributo para a valorização deste território, colocando a sua experiência e know-how ao serviço das nossas populações”.

“É uma Plataforma Intervenção Social inédita, diria histórica, que juntará instituições sociais num caminho comum”, disse ainda Nelson Silva, para quem o futuro do Terceiro Setor na Cova da Beira “se constrói unindo sinergias e congregando vontades, para ganharmos escala, sermos mais eficientes, mais eficazes e chegarmos a mais pessoas”. Nelson Silva destacou ainda a importância que a unidade de demências a criar em Caria terá para toda a região, uma problemática crescente “com especial impacto num interior envelhecido que não pode esperar e que precisa, por isso, urgentemente de criar respostas”.

Intervenção idêntica teve Carlos Jerónimo, Presidente do Centro Comunitário das Lameiras (Silvares), que tal como Nelson Silva falou num “momento histórico”. “É de facto muito comum ouvir-se no espaço público, mediático e político, muita manifestação de interesse e vontade em reunir os três concelhos em estruturas e projetos comuns, mas na prática talvez seja das primeiras vezes em que se está a fazê-lo e daí este ser um momento histórico”, constatou Carlos Jerónimo. O dirigente salientou ainda que “não é fácil” criarem-se unidades de demências a nível nacional porque “são respostas que têm de ter músculo a nível supramunicipal e até regional e que são exigentes a nível financeiro, técnico e de recursos humanos”, pelo que considerou que esta Plataforma “é a oportunidade” para a Cova da Beira executar um projeto desta dimensão.

José Manuel Figueiredo, Provedor da Santa Casa da Misericórdia de Belmonte”, também focou grande parte da sua intervenção na importância na futura unidade de demências. “Quem convive todos os dias com as pessoas que habitam os nossos lares depara-se com uma elevada taxa de pessoas a necessitar de cuidados especiais”, salientou. José Manuel Figueiredo realçou ainda o papel que a infraestrutura a criar em Caria terá ao nível da formação: “Pretende-se que seja uma escola de formação e de apoio às instituições sociais que atuam no território da Cova da Beira”. O dirigente mostrou-se convicto de que a Plataforma possibilitará às instituições “dar as mãos e unir esforços, trabalhando em prol das pessoas”.

A Plataforma Supramunicipal de Intervenção Social conta já com a parceria institucional do Município de Belmonte. Igualmente presente na cerimónia, António Dias Rocha, presidente da edilidade, manifestou apoio total da autarquia à Plataforma e ao projeto de criação de uma unidade de demências em Caria. “Existe uma grande carência na região nesta área [demências]”, destacou António dias Rocha. “Precisamos de criar todas as condições para aqui sermos tratados convenientemente, nesta área e noutras, sem necessidade de sairmos de cá”, sustentou.

O equipamento a instalar em Caria deverá ter 80 camas e representará um investimento superior a 3 milhões de euros.

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