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A Mutualista Covilhanense vai avançar, já no início do próximo ano, com a criação de Apartamentos de Autonomização na cidade da Covilhã para funcionarem em paralelo e complemento à Casa Moura – Casa de Acolhimento Especializada (CAE), valência que abriu em finais de 2020 na Avenida de Santarém para receber Crianças e Jovens Não Acompanhadas (CJNA), ou seja, que chegam aos campos de refugiados sem pais ou um adulto que por eles sejam responsáveis. O objetivo da nova resposta social, a criar a partir de imóveis da associação, é o de acolher transitoriamente parte desses jovens, já integrados no mercado de trabalho.

Esta é uma das grandes novidades do Plano de Atividades e Orçamento para 2022 da instituição, cujo valor ronda os 2,5 milhões de euros, aprovado por unanimidade pelos associados em Assembleia Geral ocorrida a 29 de dezembro. Para já, “a Mutualista Covilhanense dispõe de três imóveis para funcionarem como Apartamentos de Autonomização e um deles tem já luz verde do Instituto de Segurança Social para avançar”, explica Nelson Silva, Presidente da Direção, ao acrescentar que a nova resposta “permitirá uma mais fácil saída da Casa de Acolhimento Especializada por parte dos jovens e uma autonomização progressiva, com acompanhamento de técnicos”. O apartamento já aprovado pela Segurança Social, após obras de requalificação ao nível do interior realizadas pela associação, totalmente mobilado e equipado, fica localizado na Rua Mateus Fernandes e é de tipologia T3.

A nova resposta social surge pouco mais de um ano após a entrada em funcionamento da Casa de Acolhimento Especializada para Crianças e Jovens Não Acompanhados, que até agora já acolheu 25 jovens, entre os 16 e os 18 anos, de nove nacionalidades (Argélia, Paquistão, Egito, Bangladesh, Síria, Somália, Iraque, Palestina e Afeganistão), espaço criado ao abrigo de um compromisso assumido pelo Estado português perante a União Europeia.  Em Portugal, para que o Estado cumpra o acolhimento de 500 menores refugiados, como se comprometeu, foram criadas mais quatro valências do género para além da CAE da Mutualista Covilhanense – em Lisboa, Cascais, Nazaré e Braga.

A criação de Apartamentos de Autonomização consta como um dos oito grandes objetivos programáticos da instituição para 2022, a par da continuidade da CAE – Casa Moura e da consolidação do novo Balcão do Migrante, integrado no recém-criado Departamento de Migrações. Noutras áreas, estão em destaque a realização de mais obras no edifício-sede para melhorar a eficiência energética, a expansão da resposta social de Serviço de Apoio Domiciliário (apoio à 3ª Idade) e a renovação da sua certificação de qualidade – única valência do género no distrito de Castelo Branco com selo de qualidade –, a consolidação da Unidade de Fibromialgia instalada há dois meses no centro Clínico e a aposta num Departamento de Inovação Social. Outro grande objetivo programático assenta no reforço da frota automóvel e na mobilidade verde, estando prevista a aquisição de pelo menos mais uma viatura elétrica, já aprovada no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência.

Nelson Silva refere que “é um Plano de Atividades e Orçamento em linha com os anteriores, que têm sido cumpridos e até ultrapassados, e que continua a colocar a Mutualista Covilhanense na senda do progresso”. O crescimento da Farmácia e da oferta do Centro Clínico, assim como a criação de novas parcerias com instituições e empresas, mantêm-se como apostas.

A Assembleia Geral de 29 de dezembro ficou ainda marcada pela aprovação, igualmente por unanimidade, de um voto de pesar pelo falecimento no passado dia 21 de novembro de António José Cruz Pombo, antigo presidente da Direção da associação, nos anos de 1980 e 1981.

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